Quem eu sou afinal?

Porque eu ajo desta forma?

Porquê faço o que faço?

Há dias em que sou grandioso.

Há dias em que sou um trapo.

Mas ser de fato quem sou

É mera obra do acaso.

 

Minhas escolhas não são minhas

Aprendi sem questionar.

Não fui forte em meus anseios,

E fiz o que estavam a mandar.

Precisava ser aceito.

Fiz tudo para agradar.

 

Mas a quem estou agradando?

Que força é essa sobre mim?

Que me faz ignorar-me

E me obriga a ser assim.

Porque tantas vozes ditam

Meu caminho a seguir?

 

Porque não faço o que quero,

Se o quero a tanto tempo?

Porque não olho a mim mesmo,

Nem que seja um só momento?

E veja que sou um ser único,

Com medos, desejos e sentimentos!

 

Como cheguei aqui eu não sei,

Mas sei que não andei por mim.

Caminhei numa estrada

Sem saber qual era o fim.

Seguindo ideias alheias.

Não quero mais ser assim.

 

Mas quero ser eu mesmo

Hoje e todos os dias.

Isto não é vadiagem.

Nem tampouco rebeldia.

Só quero ser de verdade,

Em minha própria companhia.

 

Não me esforçarei para te agradar

Tente me aceitar como sou.

Não vou mudar meus costumes

Só porque não me aprovou.

Pois no fim, sou eu e eu mesmo

No caminho para onde vou.